23 de nov. de 2009

Um bouquet Especial


Eu acho a amizade um presente valioso.
Um bem inestimavel
Um dom divino
Um privilegio

Quando nos falam aqueles ditados e chavões populares, não damos muita importancia... ainda que eles sejam as unicas coisas plausiveis no meio da confusão.
Dizem que quando Deus fecha uma porta, abre um monte de janelas... ou abre outras portas... e a gente sempre acha que isso é coisa de quem nao tem o que falar... Mas posso te garantir... é a mais pura verdade.

Deus, me abriu tantas janelas... e cada uma delas em forma de amigo...
Um amigo vale muito mais que ouro
Um amigo te faz rir...
Um amigo te faz companhia
Um amigo te da o ombro, te empresta a voz e também te chacoalha quando preciso...
Te puxa orelhas, segura seus pés no chão...

Ja se falou tanto em amigos... que tudo o que eu escrever fica redundante.

Mas hoje eu preciso falar, não dos amigos, mas PARA os meus amigos

Sabem... De repente, sem perceber, eu estava com um bouquet...
Displicentemente, fui sentindo cheiro forte de rosas... e só aí me dei conta, de que o meu bouquet era enorme...
Olhando mais atentamente percebi que ele vem sendo preparado há anos... e me dei conta também que ele não vai parar de crescer nunca...
Parei, e resolvi observar...
Tem rosas antigas... outras nem tão antigas...
Rosas novas.. rosas recem chegadas e de tempos em tempos, chegam mais...
Algumas até se fazem presente, mas não tem perfume,... e como que por encanto, se vão... ou ficam apenas olhando a distancia.
Algumas não se encaixam, saem e caminham seguindo seu caminho...
Mas as que são afins, permanecem, firmes... as vezes ficam quietinhas por um tempo, mas é só precisar de seu perfume, que aparecem com toda força.
Outras achamos que nem tem tanto perfume assim, mas basta se ausentar, pra voltar a certeza de que seu perfume faz muuuita falta.

Enfim, meu bouquet tem várias especies, e cada uma delas com a devida importância .

Meu bouquet é composto de espécies raras como: Denises, Anas, Kelis, Ernanis, Silvias, Rosis, Sandras, Adinauras, Ilvanas, Cibeles, Andersons, Ricardos, Dilsons, Gabrieis, Monicas, Flavias, Guilhermes, Betos, Patricias, Sonias, Tatianas, Giovanas, Lilians, Leilas, Michellys, Neis, Osvaldos, Elens, Ivans, Andreas, Paulos, Carmens, Rosanas, Karens, Cintias, Klebers, Danielas, Paulas, Georges, Naras, Eduardos, Marcelos, Edsons, Wellingtons, Robertas, Selmas, Erilaynes, Alessandros, Evandros, Tiagos, Elianes, Alexandres, Lucianas, Alans, Luizes, Renatas, Marcelas, Iaras, Marcos, Lucianos, Cesares, Mauricios,  Marias, e tantas outras que foram ou estão por vir...
Cada especie desta, tem o seu perfume especial,... e ainda que sejam estas de especies parecidas, cada uma tem sua característica particular, que deixam o meu bouquet único.

Portanto, esta é a minha forma de rega-los... e o meu adubo é dizer sempre que tenho oportunidade, o quanto os amo, o quanto cada um do seu jeito, fizeram e fazem a minha vida melhor. O quanto ter o seu perfume tão delicado, me faz sentir mais forte, especial e única...

Obrigado especies raras por dividirem comigo seu perfume, seus espinhos, suas delicadezas...

Patricia Pereira
23/11/2009

20 de nov. de 2009

A procura da Poesia - Carlos Drummond de Andrade



A PROCURA DA POESIA
Carlos Drummond de Andrade

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo, esse excelente,
completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile,
tua careta de gozo ou dor no escuro são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem,
rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema.
Aceita-o como ele aceitará sua forma
definitiva e concentrada no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

20/11/2009

Solidão



A solidão é um preenchimento de nada.
É um vazio que vai tomando os espaços e preenchendo de nada o tudo...
Todos os espaços do seu corpo, da sua mente e do seu coração são preenchidos de coisa alguma... e isso toma um espaço tão grande ...
Solidão é ainda um bichinho invisível que vai acabando com suas forças, com suas esperanças e muitas vezes com sua alegria.
É um virus que vai fazendo vc enxergar a vida de maneira tão sem graça que sua consequencia é uma doença chamada desesperança
O nada da Solidão, deixa seu corpo pesado, lento, dolorido...
Por isso, não importa se estamos rodeados de pessoas e coisas, a solidão cria uma bolha em volta de você, que é impossivel não sentir-se só
A solidão machuca,...
E só quem tem forças de encarar a si mesmo e acredita que nada é por acaso, passa por essa experiencia retirando dela aprendizado.

Patricia Pereira
18/11/2009

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...