16 de jun. de 2010

O "Cafa" Cafajeste




Passar por uma experiência com um "cafajeste", para nós mulheres, é ao mesmo tempo prazeiroso e doloroso.

Quem nunca se encantou com um que atire a primeira calcinha!!!

O "cafajeste" é aquele que descaradamente te despe com os olhos, é aquele que só de te olhar é capaz de te deixar rubra e molhada, é aquele que fala tudo aquilo que você nunca ouviu de ninguém, e que sua mãe disse que se um dia te falassem era pra meter a mão na cara...

O "cafajeste" é aquele com sabor de proibido, e ele é de fato, é aquele que quando deseja ter você entre as suas conquistas, se transforma naquilo que você deseja ou naquilo que te desafia.

O "cafajeste" sabe como atingir o seu ponto fraco, ele sabe o que falar e principalmente sabe o que fazer.

Uma coisa é certa: O "cafajeste" é sincero! Ele te mostra o tempo todo que é cafajeste, que você é mais uma dentre muitas, que você faz parte do preenchimento de seu alfabeto da conquista.

Mas ele é sedutor, e por mais que você se ache esperta, prevenida e perspicaz uma hora acaba caindo em suas garras, seja para experimentar, seja por carencia, seja por fragilidade ou falta de malícia. Mas o fato é que você ainda vai ser envolvida por um "cafa" e vai gostar... mas depois vai odiar.

Quando caímos nas garras de um é difícil sair delas, porque ele sabe o que e como fazer. Pois ele demonstra que estar com você é a coisa mais importante, e não existe mais nada - so vocês dois.

Ele sabe te tocar e sabe te fazer ver estrelas.

Nesta situação, você acredita que pode envolve-lo assim como foi envolvida por ele.

Você passa a acreditar que ele deixará de agir como "cafa" porque você vai supri-lo do que ele precisar e quiser...

E quando se está envolvida, não vê as coisas que ele faz a você. Ele não te liga, ele não se preocupa com você, ele só te procura quando ELE quer e você fica sempre a espera.

E justamente porque é dificil, fechado e misterioso que você passa ve-lo como desafio.

E desafio mexe com a gente né?

Afinal somos humanos.

Tudo o que não é possivel é o que queremos. Parece uma coisa!

E o "cafajeste" sabe disso...

Ele te manipula, te despreza, te deixa a deriva, te procura, insiste e some...

Essa "metodologia" acaba por te enlouquecer e te deixa pensando que você pode te-lo.

Mas não pode!!!!!!

Um "cafa" não se prende a ninguem e quando se prende, esta passa a ser apenas a matriz, pois ele continua mantendo todas as filiais. So que com a principal, ele se expõe. Ou seja, ele nunca será só seu.

Enfim, ele te proporciona momentos de prazer maravilhosos, mas em contrapartida você vai se sentir usada, enganada e iludida e isso é muito ruim.

Pior ainda é quando você para de imaginar que ele saia com outras, e passa a ter certeza disso.

E aí você se questiona:

Por que caiu nessa?

Por que cedeu?

Por que deu?

Por que não resistiu?

Por que??? `Por que??? Por que???

Sinceramente, não sei. O que sei, e que aprendi quando me deparei com um destes, é que esta experiencia mesclada de prazer e dor, acaba sendo necessária ao nosso amadurecimento, ao desenvolvimento de nossa malicia. Porém, desnecessária a vida de todas nós.



Patricia Pereira
16/06/2010

12 de jun. de 2010

Dia dos namorados 3



Se o amor chegar sorrateiro e disse que me quer... me chame e me busque onde eu estiver escondida...

Faz tempo que não o vejo, nem sei se o reconheceria depois de tanto tempo... Mas espero que ele sim...

Ainda que fugindo dele, com medo de ser pega desprevinida, lá no fundo, eu acho que se o encontrasse até disfarçaria, mas não resistiria...

Enfim... to esperta... ligada... com as orelhas em pé, em atenção, em alerta constante. Desviando de todas as flechas de cupido bobo.

Só aceito flecha de cupido esperto


Patricia Pereira

11/06/2010

Dia dos Namorados 2



Se o amor me procurar... Avise-o que cansei de esperar...Patricia Pereira
10/06/2010

Dia dos namorados




Se o amor perguntar por mim, diga que estou por ali... dando uma voltinha... de braços dados com a solidão...

Patricia Pereira
10/06/2010

1 de jun. de 2010

APRENDIZADO



Anos de convivencia.
O resultado disso muitas vezes, é a perda de nós mesmos quando nos relacionamos por um longo tempo com alguém.
E se a relação acaba, necessitamos recuperar-nos e descobrir-nos novamente em um espaço de tempo relativamente curto.
Estando nesta situação, é dificil demais admitirmos que fizemos a besteira e o desparate de nos perdermos de nós mesmos.
Mas essa perda e essa transformação não ocorre conscientemente. Tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, é sempre em prol da relação, por acreditarmos que esta é a melhor forma e o melhor jeito de fazer com que ela seja eterna.
Numa longa convivencia é mais do que natural que façamos concessões e imponhamos limites, e que isso ocorra tb com a parte contrária.
Passado tanto tempo de convivencia, é natural que estejamos misturados um ao outro, e que numa ruptura brusca e cruel, parte do que tinhamos de nós mesmos, e que de certa forma era preenchido e composto pelas partes daquele outro, se desfaça e se perca, perdendo assim, parte de nós. Por isso temos a sensação que ficamos pela metade.
Não estou falando aqui de uma perda de essencia e personalidade. Não! Até pq teriamos que tratar isso como um assunto num campo da doença.
Falo aqui de uma mudança de comportamento natural daqueles que se relacionam.
Quando uma parte deste conjunto resolve partir, fica-se de certa forma mutilado, porque esta parte era composta de vc e do outro, ou seja, "NÓS".
Um dia para que o "NÓS" existisse, foi preciso que eu e vc contribuíssemos com um pedacinho que a medida em que o tempo passava, ia ficando maior, pq nos comprometemos e nos entregamos mais. É natural. A intimidade aumenta, a cumplicidade aumenta, a confiança aumenta...
Pois quando estamos numa relação, e queremos que ela dê certo, não ficamos alheios, distantes, paralisados, imunes. ao contrário, passamos a contribuir com o que é nosso, fazendo uma construção onde vc coloca um tijolo, eu a massa, no outro dia, vc coloca a massa e eu o tijolo, e assim, esta construção vai tomando forma.
Quando "a casa cai" literalmente, e por qualquer motivo que seja, uma das partes sempre sai com o prejuizo maior.
Nunca é igual para os dois lados!!! Nunca.
E assim, aquele que ficou pra limpar os entulhos da construção que desmoronou, acaba por não mais se reconhecer naquele espaço, pois a metade que ficou composta só do EU é estranha.
Pois, tudo na sua vida até aquele momento tinha par, e de uma hora pra outra fica ímpar. Neste contexto, reconhecer o EU é muito mais dificil do que parece.
Por um periodo, até você se localizar no meio dos entulhos, você fica de alguma forma buscando uma metade perdida, mas o que vc encontra nunca se encaixa. Isso pode ser em cursos, trabalho, amigos ou até mesmo outra pessoa... mesmo assim, algo fica faltando. Essa outra coisa não se encaixa de jeito algum. Fica tudo torto, estranho, pequeno ou grande demais.
Aí, depois de muito doer, necessitamos aprender e esperar.
Aceitar, observar, analisar, fazer a limpeza, expurgar.
E esperar.
O tempo sempre é o melhor remédio.
Pode parecer chavão, frase feita, mas é real.
Sendo assim, enquanto vc limpa os cacos, a poeira, arruma as coisas impares nos lugares devidos, vai se percebendo e se encontrando.
Um dia, de repente, vc se lembra do que gostava, do que pensava, do que não pensa mais, dos seus valores, da sua educação, dos seus principios, e ainda que eles pareçam estranhos, aos poucos eles vão tomando força e forma e te ajudam a ficar em pé.
Vc vai se sentindo mais confiante por pensar e agir por sua propria ideia e pensamento, sozinha, muitas vezes, diferente de todo mundo, e não se importa nenhum pouco de ser assim.
E uma hora, se sente tão forte, que mesmo um, ou dois foras, ao invés de te derrubarem como antes, são a força que te movem e te mostram quem você é realmente.
Neste momento a força que brota em você é tamanha.
Mas é preciso paciencia, é preciso paciencia, e é preciso paciencia.

Patricia Pereira
31/05/2010

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...