5 de ago. de 2013

AQUELE OLHAR






Sabe aquele olhar?
Aquele meio caído, meio perdido no horizonte?
Aquele cheio de ternura, cheio de desejo, cheio de promessas...
Sabe?
Sabe aquele olhar?
Aquele que transmite carinho, que demonstra paixão, amor..
Aquele que faz vc chorar so de senti-lo em vc
Aquele que faz vc pular no pescoço de quem te olha,  agradecida por toda sensação boa que ele te causa
Sabe aquele olhar perdido e misturado em seus pensamentos?
Aquele que diz tudo sem emitir uma palavra?
Sabe do que eu to falando?
Então... ele se foi
Foi substituído por um olhar atento, distante, frio
Sumiu a ternura, o desejo as promessas
Em seu lugar ficou a dureza, a repulsa e a eminente partida
Ele não transmite mais carinho, em seu lugar esta a repreensão
Não demonstra mais paixão, em seu lugar está o desprezo
Não demonstra mais amor mas a raiva

Hoje é um olhar que não aproxima, afasta.
As sensações que ele causa são as mais doloridas que uma pessoa pode sentir
Uma coisa permanece igual
Ele diz tudo, sem emitir uma palavra

Então... sabe aquele olhar???

Todo desejo é te-lo de volta...

Resta saber se ainda se ele será capaz de retornar...


Patricia Pereira
Jul/2013

19 de mar. de 2013

A gente aprende


A gente aprende a ser forte e quando precisa ser frágil não consegue
A gente aprende a ser sozinho e quando precisa de companhia, não consegue
A gente aprende a dar conta de tudo e quando é preciso pedir ajuda, a gente não consegue
A gente aprende a se proteger, e quando é preciso baixar a guarda, a gente não consegue.
A gente aprende a se doar tão pouco, e quando é preciso ceder, a gente não consegue.
A gente aprende que as pessoas não são boas, que elas sempre vão nos prejudicar, e quando é preciso confiar, a gente não consegue.
A gente aprende a conviver com a solidão, reclama dela o tempo todo, e quando pode ter companhia, a gente não consegue.
A gente aprende a ser duro na vida, a não amolecer, e quanto é preciso ser doce, a gente não consegue.

Somos dotados de uma capacidade imensurável de aprendizado, no entanto, essa capacidade não é seletiva. Aprendemos de tudo indiscriminadamente.
Aprendemos a nos proteger das dores, aprendemos a ignorar a possibilidades de felicidade com medo de sofrer. Aprendemos a criar capas protetoras, que ilusoriamente nos deixariam imunes a sofrimentos diversos. Aprendemos que ser forte é aguentar tudo sem reclamar.
Aprendemos que precisamos agradar todas as pessoas o tempo inteiro
Aprendemos que se estamos felizes devemos imediatamente esperar uma tristeza que esta por vir
Não conseguimos ser plenos.

Aproveitar a nossa capacidade de aprendizado para o que nos faz bem, é o grande segredo da vida
Olhar meio copo cheio, buscar aprender formas de passar pela vida com mais tranquilidade, mais serenidade, mais leveza...
Nada é tão ruim que dure para sempre e nada é tão bom que também não passe.
Buscar serenidade no equilíbrio das emoções, por vezes é o que nos dará forças para passar pelas tempestades do caminho.

Como fazer isso?
Refletindo... analisando... identificando os pros e os contras de cada situação...
Mas acima de tudo, é preciso ter fé.
Fé, é acreditar que nada acontece por acaso
Fé é acreditar que  cada situação tem a sua razão de ser e por isso traz aprendizado...
Fé é ter a certeza no escuro... é saber que ao final, algo sofreu transformação.

Quando estamos no meio do turbilhão, entender o que se passa é quase impossível, e se temos fé, o sofrimento nunca é em vão... e dura pouco, e passa...

A gente aprende a questionar... e quando precisa ter fé... a gente não consegue...

Patricia Pereira
18/03/2013

1 de mar. de 2013

EU POSSO


George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos (e que dispensa maiores apresentações) escreveu o texto abaixo que compartilho com você.

Reza a lenda que ele afixou uma cópia do texto na parede de seu gabinete e o lia todos os dias em voz alta para se lembrar que as “ferramentas” de que um homem comum dispõe são as mesmas dos grandes homens da história.

Portanto, você pode tudo que quiser, basta lutar.

 

 

Você tem tudo o que tiveram as grandes pessoas:
Dois braços, duas mãos, duas pernas, dois olhos
e um cérebro para usar, se você for sensato.
Todos eles começaram com esse equipamento,
portanto, comece pelo princípio e diga: “Eu Posso!”

Observe os sábios e os grandes:
Comem os alimentos em um prato comum,
usam garfos e facas como todos nós;
Amarram os sapatos com cadarços semelhantes aos nossos.
O mundo os considera corajosos e valentes,
Entretanto, você tem tudo o que eles tinham, quando começaram.

Você pode triunfar e tornar-se hábil,
Pode tornar-se ilustre, se quiser:
Você tem braços, pernas e um cérebro para usar,
E a pessoa que se alçou a grandes feitos
Começou sua vida com nada mais do que tem você.

Você é o obstáculo que precisa enfrentar;
Você é que tem de escolher seu lugar,
Você tem de dizer para onde quer ir,
Quanto deverá estudar para conhecer a verdade;
Deus o equipou para a vida,
Mas Ele deixa você decidir o que quer ser,

A coragem deve se originar da alma,
A pessoa tem de contribuir com a vontade de vencer.
Por isso, reflita,
Você nasceu com tudo o que as grandes pessoas tinham;
Com seu equipamento todos eles começaram, por isso, lembre-se,
A maior distância a ser vencida é entre a cabeça e o coração!
Encha-se de coragem e diga: EU POSSO!

(George Washington)

21 de jan. de 2013

DEPOIS DO FURACÃO

Depois do furacão o que sobra?
 Estava hoje numa manhã reflexiva.
Em meio a tantos papeis a organizar, entre tantas atividades do dia a dia, aquilo não me saia da cabeça.
O que sobra depois de um furacão?
Bom, os mais práticos falariam, depende do tamanho do furacão.
Verdade, mas o que sobra?
Imediatamente, como é meu costume, comecei a pensar no meu furacão particular. Um furacão, para mim, de proporções astronômicas e arrasadoras.
Começou com um dia de sol, passou por algumas tempestades, algumas garoas, dias cinzentos, e quando pensei ser o sol brilhando na manha de verão, o final do dia foi avassalador.
No final do dia, veio uma tempestade tropical que ganhou forças e se transformou em um verdadeiro tufão.
Assim, como aqueles em que vemos na TV, veio e deixou tudo espalhado no chão.
Verdades e mentiras misturadas todas no mesmo lugar, crenças, esperanças, desejos, aspirações, planos...  tudo destruído. Não sobrou quase nada.
Os telhados, foram brutalmente arrancados e levados pra bem longe.. nunca mais os encontrei.
Paredes ruíram e estão sendo construídas pouco a pouco,  com muito sacrifício. As vezes falta material, as vezes faltam forças, e as vezes falta vontade.
O lado bom, é que estou remodelando os cômodos. Diminuindo alguns, ampliando outros, e outros ainda deixaram de existir.
Mas isso leva tempo e energia, é um desgaste imenso, principalmente para quem passou pela tempestade e o furacão sequencialmente.
Interessante dizer que o alicerce foi  em partes arrancado, uma parte continua intacta, a outra completamente destruída.
O que sobra depois de um furacão?
Isso ainda martelava em minha cabeça. E depois de olhar tudo novamente, conclui: Não sobra quase nada e sobra tudo.
Nada em pé, nada da mesma forma, nada como já foi.  
Fica tudo misturado, tudo bagunçado, tudo jogado, tudo quebrado, tudo destruído.
E chego a conclusão que depois do furacão, ficam muitas coisas destruídas, e poucas coisas em pé.
Fica uma bagunça só. Fica tudo jogado, espalhado pelos espaços... o que era antes ocupado pela organização, pela certeza, pela segurança, depois do furacão foi substituido, pela bagunça, pelas incertezas, inseguranças, e dúvidas, além do medo constante do furacão voltar.
Mesmo com dias de sol, o medo que outro furacão na mesma intensidade ou até pior se materialize, é paralisante.
Qualquer nuvem, qualquer pingo d´agua, qualquer menção de trovões, qualquer brisa  passa a ser um forte indicio de novos furacões e para evitar destruição maior, me protejo e me fecho no  abrigo subterrâneo de minhas dores, no bunker de meu sofrimento e lá, ilusoriamente, fico protegida até que a chuva passe e até que a coragem apareça...
  
Patricia Pereira
21/01/2013

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...