8 de abr. de 2009

INTENSIDADE



Um olhar.

Assim começa o meu tormento e minha inquietação.

Tudo caminha bem até que nossos olhares se cruzam.

Neste momento é inimaginável o turbilhão de sensações que acontecem no meu corpo.

Tudo ao mesmo tempo.

Um sobe e desce de sensações... um frio... um calor... uma vontade de pular no pescoço e agarrar aquele corpo todo...

Não poso... Não devo.

Envolta em meus pensamentos, imediatamente seu semblante invade a minha mente de forma incontrolável.

A lembrança de seu corpo bem torneado, mexe com o meu imaginário.

Coisa proibida!

Um dia, inesperadamente você teve a ousadia de cruzar meu olhar e se dirigir a mim... que agonia!!! 

Que delicia!

Incontrolável... todas aquelas sensações invadem novamente todos os pontos do corpo...  

Quente... frio... zonzeira... estupidez... tontura... imaginação... desejo... vontade de sair correndo...  arrepio... suador... tudo junto acontece novamente.

Descaradamente, um convite.
Desesperadamente, uma recusa.
Uma insistência.
Persistência.
Venceu...Convenceu.

Que inocência!!!!

Beijo.
Uma reluta...
Sem resistência...
Encaixe perfeito.
Levada às nuvens, não acreditava que fosse possível
Nem em seus mais loucos e longínquos pensamentos, havia imaginado, que esse desejo tão secreto pudesse se fazer em realidade.

A vida prega peças !!!

O cheiro, a pele, o toque, o olhar, as mãos.... Enlouquecedor.
Como resistir?

Me deixou desarmada
Me deixou a deriva
Me deixou exposta a si mesma e a ele
Me deixou fragilizada
Me deixou imobilizada
Me deixou fora de mim
Me deixou fora dos meus limites
Me deixou louca de desejo
Me deixou descontrolada
Me deixou querendo mais dele
Me deixou querendo muito mais que seu corpo
Me deixou desejando ter você e ser sua

Mas, como ter pés no chão faz parte da sua natureza... vai se segurando onde pode.

Vou me armar novamente
Vou procurar novamente um porto seguro
Vou me proteger de mim mesma e de você
Vou tentar me fortalecer
Vou me mexer mais uma vez na tentativa de me libertar
Vou voltar a me centrar
Vou estabelecer novos limites
Vou censurar os meus desejos
Vou me controlar mais
Vou tentar te querer menos
Vou tentar me conformar com o que posso ter de você
Vou procurar sufocar esse desejo que sinto de ir além

Preciso achar um final pra essa historia não iniciada e tão intensa...

Vou deixar que a vida se encarregue de encaminhar essa historia pelos meios e caminhos que mais lhe convier.

E que ela, tenha o cuidado e a intensidade na mesma proporção.

Assim, quem sabe tudo tome seu curso. 



Patrícia Pereira
08/04/2009
revisitado em 28/05/19

31 de mar. de 2009

3º Conto: Encontro com um anjo




Numa rua escura Paola caminhava apressada.
Estava atrasada para o seu compromisso.
Não sabia do que se tratava, mas havia recebido uma ligação, solicitando urgente o seu comparecimento naquele endereço.
Estava assustada, sua vida ultimamente não estava fácil, um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo, sem que ela conseguisse parar pra refletir.

O vento frio, a garoa, e aquela escuridão de inverno, davam mais peso às suas angústias.

Parou em frente ao endereço. Observou que era um portão alto negro como a noite que se intalara. Que coisa estranha.
Porque a urgência num lugar tão afastado.
Prestando bastante atenção, viu que por detrás daquele muro, havia um casarão antigo, daqueles que ela sempre dizia querer morar.
Estava tudo escuro a sua volta,e apenas uma luz na janela da sala indicava que havia alguém por lá.
Tocou a campainha e esperou apreensiva .
Quem será?

Uma senhora de olhar terno, aspecto simpático e uma voz adocicada de vó, veio atendê-la.
- Boa noite, vc é a Paola não?
- Sim sou eu.
- Estávamos te aguardando, entre por favor.
Ao mesmo tempo que sentiu um conforto inexplicável, o pavor tomou conta do seu corpo e ela começou a tremer.
- Minha querida, tenha calma, não é nada demais. Só precisamos conversar com você.

Chegando à porta do casarão, sentiu cheiro de comida de mãe. Lembrou-se da sua, que estava tão distante, morando em outra cidade.
Quando adentrou a sala principal, era como se tivesse se reportado para um tempo longínquo, como num filme de época. Era como se estivesse entrando na casa de Scarlett O´Hara do filme "E o vento Levou".
Até deu um sorrisinho de canto de boca, imaginando a cena, mas logo voltou a si.
Chegando lá viu algumas pessoas sentadas no sofá, não sabia quem eram, mas teve a sensação de conhecê-las.

Conduzida pela senhora com cara de vó, sentou-se tb para aguardar.
Ficou por um tempo quieta, mas não é de sua natureza não perguntar coisas.
Assim que teve oportunidade, começou a puxar papo.
-O que vocês estão fazendo aqui?
- Viemos te ver.
- Me ver? como assim? Eu os conheço?
- Sim, mas talvez não deste tempo..

Aquele papo causou arrepios em Paola. Ela ficou pensando se estava em algum filme de terror, se realmente era sério, ou se as pessoas perceberam o seu pavor e resolveram brincar.
O fato é que ainda que pensasse isso, ainda que tivesse certeza de nunca ter visto aquelas pessoas, Paola, no seu intimo, sabia que as conhecia.

Esperou por meia hora, quando a senhora com cara de vó a chamou.

- Venha minha querida. Chegou a hora.
- O que está acontecendo senhora? Como se chama?
- Se acalme, não é nada do que você ja não saiba, e me chamo Emilia.
- Como posso ficar calma se não sei o que está acontecendo?
- Você confia em mim?
- Sim.
A resposta saiu da boca de Paola sem que ela pudesse refletir sentindo que era a mais pura verdade.

Paola seguiu D. Emilia por um corredor iluminado por uma luz bruxuleante e levemente perfumado. Ao final do correrdor viu uma porta entreaberta com uma iluminação um pouco mais forte. Foi sentindo uma energia boa, como há muito tempo não sentia... uma paz....

Quando entrou na sala, ficou muito surpresa, as pessoas que anteriormente estavam aguardando com ela na sala, já estavam nesta sala também, e por incrível que pareça imediatamente começou a reconhecer um por um.
Primeiro tio João, Vó Emilia, Tia Angelina, Vô Benedito, Vô Sebastião, e outras pessoas que sabia que já conhecia de longa data, mas que não conseguia dar nomes. Tinha certeza que todos eram pessoas que ela amava, e que a amavam também.

Sentou-se no lugar reservado a ela, e esperou.

Em cinco minutos entrou na sala um homem novo, um rapaz muito bonito, porém com uma presença muito forte. Percebia-se o respeito dos demais com aquela criatura.
Ele olhou bem dentro do olho de Paola e perguntou:
- Lembra de mim?
Ela lembrava. Uma lágrima de emoção rolou sem que conseguisse conter.

- Gabriel...

- Sim minha querida, sou eu. Viemos aqui hoje, para falar com você, para falar ao seu coração, eu disse que nunca te abandonaria.

- Gabriel... meu mentor amigo, me explica o que esta acontecendo aqui...

- Paola, ouça, só nos reunimos aqui para te lembrar que você não esta desamparada, que estamos juntos de você em todos os seus passos, que sempre te protegemos. Porque tanto desespero? Porque tanta tristeza?

- Eu não sei Gabriel, em minhas orações peço a Deus que me oriente, mas às vezes não vejo saida.

- Minha querida, queremos te mostrar uma coisa.

Neste momento, uma tela, de um material que não se identificava se abriu a sua frente, e nela começaram a aparecer cenas da vida de Paola, que ela já havia esquecido.

Começando com o vô Benedito, este ela so conhecia por fotos, mas lhe foi mostrado todo o carinho que ele lhe mandava em sonhos.
Paola lembrou das vezes que na infância contava a sua mãe que estivera brincando com um senhor muito bonzinho, que sempe lhe trazia flores que ela nunca via por ali, e que deixava os seus sonhos mais agradáveis.

Em seguida, foi o vô Sebastião quem apareceu no telão. Ele em seu quarto rezando para que sua filha (a mãe de Paola) tivesse um bom parto, pois ele sabia que não conheceria a netinha, porque estava muito doente. Mas Paola pode ver, o quanto de carinho ele a dedicava em suas orações e que foi isso, que a fez sobreviver quando ao nascer teve complicações.

Quando apareceu tia Angelina, ela se lembrou imediatamente de sua infância ... viu a cena em que pedia pra sua mãe pedir a banana que ela so comia quando ia até a casa de sua tia. Sua mãe quase morria de vergonha e tia Gilina ria de dar gosto.

Olhou de canto e viu um sorriso iluminando o rosto dela.

Agora era vez do tio João, nessa hora ela não aguentou e caiu no choro, fazia quase oito anos que Tio João tinha ido embora, e ela sentiu um aperto em seu peito, sempre teve a sensação que poderia ter feito mais por ele, mas era tão jovem.

Quando apareceu, olhou imediatamente pra ele, e os dois, com um sorriso cumplice, riram um para o outro.
A cena que veria tinha certeza de qual era.
Viu ela, seu irmão e seus primos no carro com o tio João, e todos ansiosos para saber qual era a aventura que viria. Tio João sempre os levava para lugares mágicos, contava historias fantasticas e eles se divertiam demais.
Nunca, nuinguem conseguiu suprir o que o tio João fazia por eles. Ele era uma criança grande. Um ser - que de tão iluminado - se perdeu nas bebidas, mas ela tinha certeza que Deus tinha tido piedade dele quando foi para o outro mundo.
E por ultimo, foi a Vó Emilia.
Neste momento o telão ficou mais forte, e as cenas que apareceram, fizeram Paola chorar de tanta saudade.
Eram momentos que o tempo ja tinham apagado de sua memoriam, e outros que ela tinha vivos na lembrança.

Sem duvida nenhuma, aquilo que estava acontecendo, era um privilegio na sua vida.
Via sua avó com ela bebê nos braços, com um olhar de ternura inexplicavel. Viu o quanto sua avó a defendia, relembrou os almoços, e os tomates que ela picava, coisa que ja tinham apagado de sua lembrança
Viu sua avó a levando para onde ia...
E isso so fez aumentar a sua saudade.

Quando o telão se fechou, o ambiente estava ilumindado por uma enegia que Paola não conhecia, mas que causavam uma senasação de bem estar que nunca sentira antes.

Foi Gabriel quem falou.

- Minha queria, viu como estamos presentes? Não duvide. Não esmoreça. Sua vida é repleta de amor. A terra é um mundo de provas e espiações, vc bem sabe. Não se entregue, tenha força. Nós sempre estaremos contigo. Somos ligados pela eternidade, e enquanto estiver nesta prova, estamos aqui, orando por você. Não perca a fé e a esperança de que as coisas melhorarão.
Não se perca de você Paola. A conversa urgente que teriamos, era simplesmente pra te lembrar que não se deve perder de você mesma.
Olhe o quanto foi amada, porque a sensação de vazio?
Olhe o quanto foi querida, pq a sensação de solidão?
Olhe o quanto é amparada, pq o desespero?
Tenha fé minha querida, tenha paciencia ainda que pareça que a dor nunca vai passar. Aproveite estes momentos para o aprendizado.
Em suas orações peça sempre para ser levada a um local de estudo.
São estes os remedios que precisa tomar.
Tenha fé.
Nenhuma situação é por acaso, você só esta nesta situação, pq pode passar por ela.
Confie Paola.. Confie...

Ela deu um pulo, olhou do lado e estava em sua cama... o ambiente ainda perfumado. Sentia nitidamente as energias dentro do seu quarto e teve certeza de que aquilo não tinha sido apenas um sonho.

Teve certeza de que a vida não é para ser deperdiçada, e teve mais certeza ainda de que seu compromisso estava apenas começando....

Sentou na cama, e fez uma prece de agradecimento a Deus pela oportunidade... Olhou pro teto e viu o semblante de Gabriel a sorrir.
Lhe mandou um beijo carinhoso, deitou e retomou seu sono...

Confie Paola, confie...


Patricia Pereira
31/03/2009

26 de mar. de 2009

O bem sofrer


Vejo amigos sofrendo.
Que dor me dá
Prefiro eu estar em sofrimento a ver meus amigos sofrendo e eu não poder fazer nada

Vejo amigos sofrendo
Que duvida me dá
prefiro ser eu a ter questionamentos, a reclamar com Deus e a esperar pela melhora ainda que pareça um tempo que não vai chegar

Isso tem cheiro e gosto de egoismo, pois cada sofrimento é oportunidade de aprendizado, é possibilidade de fortalecimento, é dadiva divina
Precisamos aprender o BEM SOFRER.
O que seria isso???

O bem sofrer, não é para os outros, é para nos mesmos...
O bem sofrer faz com que nossas escolhas recaiam sempre nos aspectos positivos.
Nunca pergunte:
-Meu Deus por que?
e Sim :
- Meu Deus para que?

Sendo assim, sempre encontraremos uma resposta.
O bem sofrer é não dar ao problema um tamanho maior do que o que ele tem.
É cuidar exatamente do que ele precisa, não dar mais nem menos.
É como tratar uma infecção. Para que ela se cure, vc precisa da dose certa de remédio.
Se der a mais, pode causar outras complicações, se der menos, pode não curar.
Portanto, o bem sofrer, é buscar o entendimento, o esclarecimento, o aprendizado,...
Meus amigos sofrem porque são fortes para passarem por isso.
Meus amigos estão sofrendo, porque o aprendizado desse sofrimento vai torna-los pessoas melhores, mais fortalecidas, mais esclarecidas, desde que saibam passar pelo sofrimento e aprendam com ele.
Acho que não sou egoísta, só quero que aceitem o sofrimento como aprendizado, para não continuarem a olhar a vida com os olhos do pessimismo.
E ainda que eu veja meus amigos sofrendo, grito, esperneio, pulo, me faço presente para que eles saibam que eu estarei sempre aqui.
Escutaram???
Estarei sempre aqui.


Patricia Pereira
26/03/2009

15 de jan. de 2009

FELICIDADE



Qual o seu maior objetivo DE VIDA ?
O meu, é ter paz e ser feliz...
Mas não essa felicidade pasteurizada que nos vendem na TV.
Eu quero aquela felicidade real.
Aquela que não são só sorrisos marcados e estereotipados todos os dias.
Quero aquela felicidade que de manhã vem recheada de mau humor, mas que no decorrer do café se desfaz.
Eu quero aquela felicidade pé no chão.
Aquela que quando eu fique muito brava com algo que me desagradou, venha seguida de uma gargalhada de tão ridícula fui.
Quero aquela felicidade, que não aparece nos filmes de hollywood.
Quero aquela felicidade que traz tranquilidade ao coração, que me faz querer voltar correndo pra casa, pra ficar juntinho.
Quero aquela sensação que preenche os pensamentos, o corpo, o coração e a alma.
Isso é utópico????
Eu não acredito.
Acho esta felicidade mais que possível.
Não acredito naquela felicidade em que as pessoas estão o tempo inteiro bem.
Naquela felicidade com ausência de problemas.
Não acredito, que alguém possa ser feliz sem aprendizado, sem esforço, sem ganho de maturidade.
A minha felicidade, aquela que busco, é uma forma diferente do que a maioria das pessoas esperam.
Ela tem de vir misturada, tem de vir recheada, e seu recheio nem sempre é bem visto aos olhos dos sonhadores.
O recheio de minha felicidade, é cumplicidade, é cuidado, é aprendizado, é parceria, é crescimento, é troca.
Minha felicidade, tem momentos chatos, doloridos, mas sei que eles estão presentes, para que ela seja duradoura e consistente.
Não quero nada efêmero.
Quero concretude, quero consistencia, quero peso, quero medidas, quero substancia.
Esse modelinho, pode até ser dificil, mas é palpável.
E é assim que quero ser feliz...

Patricia Pereira
15/01/2009

19 de nov. de 2008

Paz, equilibrio e tranquilidade


A historia esta latente...
Quer sair... não sai...
Porque as inspirações tem de ser com dor?
Porque quando a dor ameniza, a inspiração adormece?

Queria escrever sobre uma reconstrução, sobre uma oportunidade, sobre uma possibilidade.
Mas tudo o que me vem a mente me parece insuficiente ou exagerado.
Na dor nos afundamos no mais profundo do desespero.
E na tranquilidade?
Ainda não posso falar de felicidade... ainda não...
Posso falar apenas de um estado de paz.
A paz que traz alivio, a paz que traz tranquilidade, a paz que acalenta... a paz que traz equilíbrio.

Mas tudo isso parece que não é suficiente pra inspiração acordar.
Ela continua adormecida.
Me parece que ela precisa ser cutucada, chacoalhada, molhada de lágrimas.

Mas dessa vez, não!

Dessa vez ela vai ser libertada com muita persistência, com a produção de textos medíocres, com exercícios de paciência.
E ela vai voltar ...

E quando chegar, vai trazer o mais profundo também destes sentimentos mais amenos e mais prazerosos.

A paz também precisa ser gritada, a tranquilidade precisa ser exaltada, o equilíbrio precisa ser enaltecido de tal forma que se torne presente em tudo o que for produzido daqui pra frente na minha vida.

Patricia Pereira
19/11/2008

18 de out. de 2008

Essencia










As vezes me bate uma vontade louca de retroceder..
Apertar um botão, assim como no DVD, pra voltar a fita e o tempo.
Voltar para ficar num lugar cômodo, onde eu já dominava todas as variáveis.
O desejo é sair dessa montanha russa e voltar a estabilidade.

O tempo do agora é mais interessante, porém mais estressante.
O tempo do agora é mais quente, mais apimentado, mais temperado.
O tempo do agora trás possibilidades, trás emoções, trás instabilidade.
O tempo do agora trás energia, trás movimento, trás inconstâncias.

Sempre buscamos essas sensações, eu sei.
É bom sim, não vou mentir.

Mas meu perfil não é este.
Meu perfil é estável – sujeito a instabilidade
É calmo, sujeito a agitações
É tranqüilo, sujeito a intranqüilidade
É morno, sujeito a elevação de temperaturas
E temperado, sujeito a grandes destemperos
É suave, sujeito a asperezas
Eu sou o mistério que me ronda,
Sou o que sou e o que quero ser.
Tudo ao mesmo tempo
As coisas se confundem e se clareiam no mesmo instante
Se acalmam e se agitam
Se estabilizam e movimentam-se
Esse misto de mim no hoje e no ontem sobrevivem no mesmo espaço
Na mesma cadencia
Na mesma cumbuca
No mesmo ritimo
No mesmo compasso
No mesmo instante

Mas tudo isso não define ainda quem sou ou quem estou.
É na mistura que tiramos a essência
É na essência que se percebe de que mistura somos feitos

Qual é o seu paladar?
Qual é o seu gosto?
Qual é a sua busca?


Patricia Pereira
18/10/2008 - Revisitado em 04/11/2018

12 de out. de 2008

Obvio?






















Hoje novamente em meu peito essa vontade de escrever.
Ela tem vindo sem forma.
Uma vontade sem vontade.
Um desejo sem ideia
Normalmente ela aparece nas angustias e nas dores...
Hoje ela veio na confusão.

Confusão de sentimentos
Confusão de ideias e ideais
Confusão de sentido, de percepção, de olhar
Apenas Confusão

Pulsa. Aperta o peito.
Se mexe .. machuca...
Incomoda
Doi fisicamente.
Acordei assim...

O que quero comunicar hoje?
O que precisa ser expurgado?
O que precisa ser limpo?

Como me disseram um dia
Talvez me falte a leveza.
A malicia não me acompanha
Porque somos tudo junto
E nada disso ao mesmo tempo

Se chegue mais perto
Se aproxime
Me conheça
Me examine
Se aprofunde verdadeiramente em minha essencia

O que aparento não sou
O que sou... nem sempre aparento

O equilíbrio esta entre os extremos
Obvio?   Nem sempre.

Patricia Pereira
07/10/2008 revisitado 04/11/2018

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...