23 de jan. de 2012

SÉRIE: Pensamentos Meus...


Em determinados momentos o mais correto a fazer é recolher-se.
Recolher-se na prensença, recolher-se nos sentimentos, recolher-se nas emoções, recolher-se nas trocas, recolher-se nos contatos, recolher-se nos desejos sem controle, recolher a esperança, recolher cada pensamento que insiste em mostrar que ha possibilidades, resistir aos desejos de acionar o celular, o e-mail, a caixa postal, o correrio...
Porque sábio e nobre é o guerreiro que entende que é a hora de guardar suas armas, e receonhece que a batalha foi vencida.
O mais dolorido disso tudo, é quando esta batalha é dentro do proprio lutador...
#Pensamentosmeus


Patricia Pereira
16/01/2012

19 de jan. de 2012

SÉRIE: Pensamentos Meus...



Tem dias que o seu maior desejo é ver sua caixa de mensagem piscando com aquele único e-mail...

SOLIDÃO - por Evandro Gimenez


Sei que a cada dia que passa sinto mais fortemente a necessidade de ter alguém ao meu lado e que a solidão me inquieta. Percebo que invejo a vida dos outros que estão levando suas vidas felizes e que já não são mais quem costumavam ser. O tempo passou e encontraram sua vida feliz, sua outra metade. E que subitamente entraram em colapsos de felicidade intermináveis, unindo-se a nunca mais separar. E ainda me sinto fora do jogo tentando buscar aquilo que os outros já encontraram.

Tenho um trabalho, uma vida boa. Tenho um bom salário, nada me falta. De todos que tenho conhecido de minha idade, sou um dos, se não o melhor remunerado. Gosto das minhas atividades profissionais e já tive provas de que meu trabalho é o sonho de muita gente.  Mas mesmo assim a solidão me derrota. Infelizmente me sinto deprimido quando vejo que pessoas que passaram pela minha vida estão felizes com menos do que tenho, mas com quem dividir a vida. Alguém com quem se preocupar e dizer que não virá para o jantar porque a reunião irá até mais tarde. Alguém que estaria agora ao meu lado e então eu não escreveria esses pensamentos.

Confesso que sou vitima da solidão traçada pelas minhas próprias mãos. E sou sozinho e não sei se conseguirei ser diferente. Tenho muito medo que a minha solidão se contamine e interfira nas vidas de pessoas que possam me amar.



Estou certo de que posso ser amado, mas não consigo responder se posso amar.

Por algum tempo eu acreditei que a solidão seria uma fraqueza humana, acometida somente aos fracos que inventavam desculpas para fugir dos seus problemas. Colocavam assim outras pessoas em suas vidas somente a lhes dar o tempo necessário para não pensar nos problemas verdadeiros que poderia ter.  Um casal era a desculpa para que alguém tivesse o que fazer assim que a vontade sexual acabasse. Porque isso acaba. E ficavam assim juntos para não ter que pensar em outros problemas. E ficavam juntos para obedecer a uma regra da sociedade. Casar-se.

Os exemplos que vejo são os piores. Até quando o amor é o remédio da solidão? Sexo não acaba com a solidão. Ao contrário, instiga-a pois o sexo com desconhecidos é momentâneo e vazio; somente para dar vazão a necessidade do prazer, e não para curar a solidão.



Pensei que poderia fazer uma história diferente baseada na ignorância da solidão, como uma decadência entre os fracos, pois os fortes não têm solidão. São fortes e autossuficientes para não temerem a solidão. Mas, não! A solidão é de fato o mal do tempo. Uma doença social que acomete a sociedade. Não aos homens ou às mulheres, mas à convenção social, ou àquilo que chamamos de organização social.

Por isso quando vejo que os demais são menos do que eu, mas jamais sofrem de solidão, percebo e admito que naufrago nesse mal social chamado solidão. Não sou feliz quanto os que vejo, e não sei como mudar.

Tenho medo de não conseguir ser feliz porque meus hábitos se acostumaram com a solidão. O que foge do controle único de minhas mãos, me incomoda profundamente. Não ser só pressupõe compartilhar o controle dos hábitos, das vontades, do tempo, da visão, da vida.



Evandro Gimenez

São Paulo,  11 de dezembro de 2011.

25 de dez. de 2011

Sossega, coração!


Poema de F e r n a n d o_ P E S S O A,

 Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição dos seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo,
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho concebê-lo!

Sossega, coração! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme.
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.


Fernando António Nogueira Pessoa (Fernando Pessoa)

Patricia Pereira
25/12/2011

21 de dez. de 2011

DESEJOS

Ah esse desejo louco que me queima
Essa vontade insana que me consome
Como posso viver assim?
Não trabalho, não estudo, não vivo, não convivo
Adolescência tardia?
Sentimento tardio?
Não... sentimento nunca é tardio... é no máximo deslocado
Como diz a canção... “alguma coisa está fora da ordem...”
Não tem nada – de cara - que pudesse chamar minha atenção
Não faz o meu tipo
Não tem as características físicas que me fariam olhar
Não tem a cor do pecado
Não me chamaria atenção em nenhum lugar que passasse
Então porque?
Porque essa fixação absurda?
É tem algo... e esse é o problema
Tem algo que é muito mais que tudo isso
Muito mais que meras características físicas
Tem encanto...
Tem carisma...
Tem essência diferenciada...
É inteligente...
Malandro na medida...
Educado...
Um conjunto explosivo que causa estrago em quem passa...
Não precisa fazer nada
Basta aparecer
Basta abrir a boca e só
É só isso.
Não sei mais o que fazer
Não tem remédio
Não tem antidoto
Não tem saída
A única alternativa possivel é aquela que é bíblica
PACIENCIA
TEMPO
E Fé.
Patricia Pereira
20/12/2011

18 de nov. de 2011

O OUTRO


Quando pensei que já havia passado de tudo eis que me deparo novamente com outro.
Um outro Cafajeste.
Mas hoje aprendi mais uma lição. Aliás, com este tenho aprendido várias...
Aprendi que existem cafajestes de várias espécies, de vários modelos, de vários tipos, cores e formas.
Na primeira vez que me deparei com um, ele estava de certa maneira camuflado, assim como um camaleão. Até confundia, mas olhando bem de perto... hum... era um deles.
Não mentiu em nenhum momento, não prometeu nada, foi honesto, como todo bom cafajeste deve ser.  Veio e partiu...
Volta de vez em quando, mas já não me engana mais. Hoje eu o engano ou iludo.
Agora chegou outro.
Será que tenho mel de cafajeste ou será que esta espécie se tornará meu objeto de estudo?
No entanto, este está diferente...
Não escondeu nada, ao contrário, chegou escancarado, descamisado, desnudado, completamente nu em suas intenções.
Disse logo a que veio, não se vestiu de nada, não prometeu nada, não se comprometeu com nada.
O seu compromisso é somente com o seu próprio prazer.
Não consigo chama-lo de um cafajeste completo.
Para mim ele é safado, o que não necessariamente o torna um cafajeste. Mas também não o isenta de ser um dos maiores de sua espécie.
Enfim, ele pertence a uma classe que eu ainda desconheço.
No dicionário, CAFAJESTE significa – pessoa de baixa condição, sem maneiras, de mau caráter.
Mas este modelo avançado, tem uma leveza e uma audácia, que encantam.
Não tem pudores, não tem culpa, não tem receios... só vontades.
É uma criança mimada, que precisa satisfazer-se naquele exato momento.
É de uma voracidade que eu nunca vi.
É malandro, tem múltiplas vidas paralelas.
Consegue por enquanto, manter tudo sob controle, e justamente porque precisa se preservar, se defende.
É um cafajeste safado defensivo... da pra perceber a confusão?
Não mente, omite.
Não ama, admira... um pouco
Não se expõe, fala apenas o que acha necessário a ocasião e para a sua conquista.
É intenso na satisfação de seus desejos e impulsos.
Seu mundo interno é um turbilhão, que ele chama de tesão, mas não admite ser algo muito além disso.
É sensível, e usa muito pouco a sensibilidade a seu favor, este é um lado pouco explorado por ele, pq é a sua parte mais frágil.
Não entende o significado da palavra medo, se diz muito corajoso, e até é... mas só em campos em que acredita poder controlar
Enfim, é um menino brincalhão, cujo brinquedo escolhido pra colecionar são corações de mulheres de todos os tipos, gostos, tamanhos, cores e sex appel.
Já fiquei em duvida se faria parte deste acervo.
Mesmo tendo todo o conhecimento sobre este espécime, mesmo sabendo que serei apenas mais uma letra no seu alfabeto da conquista, mesmo tendo a certeza que farei parte de seus troféus e medalhas na olimpiada sexual da sua vida, mesmo assim... mesmo com tudo isso escancarado na minha frente, mesmo eu sendo analítica como sou, e de posse de todas as informações que necessito pra dizer não... mesmo assim... tem dias que quase não resisto...
Tem dias que pego o telefone por varias vezes e disco seu numero, desistindo no ultimo segundo
Tem dias, que a minha vontade é de me jogar sem razão nesta loucura
Tem dias que é quase impossível dizer não...
No entanto, somos tão diferentes... de mundos tão distantes...
Mas tão parecidos...
Tão intensos...
Com tantos desejos comuns..
Com tantas fantasias mutuas...
Com tantas vontades incontroláveis...

Patricia Pereira
18/11/2011

10 de nov. de 2011

Espaço em Branco


Um espaço em branco
Uma vontade louca de escrever
E nenhuma ideia na cabeça
São os sentimentos que movem a minha escrita, mas hoje, nem eles se manifestam
Não que não os tenha, ou que eles não estejam saltitando loucos dentro de mim
Sim...  estão...
Mas nenhum deles a ponto de se expressar

Periodo estranho
Foco desfocado
Objetivo sem rumo
Vontade sem desejo
Intenção sem proposito
Alegria sem cor
Tristeza na inercia

O espaço em branco esta ai pra ser escrito, desenhado, configurado, formatado
Só depende de mim pintar com as cores que eu queira e necessite
Só cabe a mim, começar os primeiros rabiscos, traços, texturas
So cabe a você,  dar a forma que necessite ao seu espaço em branco.
Ele não é agradável, não é bonito, mas existe
Posso olha-lo como um vazio, e começar a preenche-lo com qualquer forma, de qualquer jeito, com qualquer coisa...
Ou posso olha-lo como uma possibilidade de iniciar uma grande obra de arte. Posso fazer como os grandes artistas que levam alguns anos para concluírem uma obra, mas que ao finalizarem, são ovacionados pela beleza, pela perfeição, pela completude.
A escolha é só minha... só depende de mim...
O seu,  só depende de você..
O nosso, poderá ser construido com nossas cores... ou so com as minhas, ou só com as suas... 
Quem sabe um dia...

Qual é a cor do seu espaço?


Patricia Pereira
10/11/2011

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...