
Engraçado como de repente os sonhos se tornam pesadelos.
As palavras não ditas, a postura, o comportamento sempre nos mostram aquilo que não queremos ver nem ouvir e nem saber.
A maturidade nos faz perceber sem nenhuma palavra pronunciada.
É cruel, insano, imoral, intempestivo, sem educação, desrespeitoso.
Então decidi, isso eu não quero.
Esta forma de vida pode estar na moda, mas eu não quero.
Tenho esse poder e esta autonomia.
Eu não quero.
Quando não experimentamos, nosso não querer é empírico.
Mas depois de experimentar , é concreto.
Não quero.
Não quero com todas as forças que tenho em mim.
Isso é amargo, é frio, é sem gosto...
Não tem sal, nem açúcar, não tem forma, nem peso.
É angustiante, é de provocar surtos.
Haja equilíbrio, haja força, haja sustentação.
Hoje posso escolher entre ir e ficar.
Então decido que não quero ficar a merce de uma pseudo-coisa...
Um negocio que não tem nome nem forma, que não tem caminho, que não tem estrada, que não tem depois, que não tem antes, e só tem o agora.
Um agora, que não presente. é um agora efemero.
O agora presente é um agora que faz história... que se torna ontem... que foi futuro e será passado.
Isso eu não quero
Eu escolho então, que meu agora deve brilhar, deve fazer sentido pro ontem e pro amanhã
Deve ter coerência, consistência, forma e conteúdo.
Não quero nada que fique fora disso.
E o que estiver diferente, disso, eu não quero.
Patricia Pereira
13/04/2009
Revisitado em 21/05/19
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