25 de jan. de 2011

Um conto



Nada... nenhum sinal mostrava que algo pudesse não estar bem...
A noite anterior foi especial, diferente, ela estava se sentindo mais segura, mais mulher, mais poderosa.
Foi até o local toda confiante.
Nunca se sentira assim. Uma sensação de liberdade que só uma condição de independencia poderia proporcionar.
Aliás, independencia era uma palavra que ela havia aprendido a respeitar.
Ao mesmo tempo que lhe conferia poder, causava nos homens que se aproximavam dela, um certo receio, e alguns chegavam ate a dizer com todas as palavras, que tinham medo de sua liberdade e independencia.
Mas mal eles sabiam o quanto ela era frágil e o quanto precisava de carinho e atenção.
Mas aquele dia era diferente. Johnny a tratava com tanto carinho e cuidado, que ela se entregou sem receios.
Passaram a noite juntos, pela primeira vez, e foi uma troca tão sincera e ingênua que ela estava feliz.
Chegou ao hospital com o protocolo dos exames, pegou o resultado e imediatamente abriu.
Neste momento, seu chão faltou aos seus pés... ela foi caminhando sem rumo, meio atordoada, parou... sentou-se na calçada e começoi a chorar.
Nunca viu a possibilidade da morte tão perto. Naquele instante era como se nada mais fizesse sentido... nada mais fosse importante...
Levantou-se com toda força que reuniu e caminhou até o carro, sem saber para onde ir.
Entrou, encostou a cabeça no volante e chorou.
Chorou até não mais ter forças.
Quando conseguiu dirigiu, sem saber como até sua casa.
Entrou... fechou a porta e chorou. Novamente chorou.
O Diagnostico não era conclusivo, mas indicava uma doença rara e seria.
Tudo passou pela sua cabeça. Sua familia, seus amigos, sua carreira... nao tinha forças.
Se sentiu culpada.
Sim.. era culpa dela... não sabia porque, mas a culpa era so sua.
Deitou na cama e adormeceu.
Quando acordou, estava mais calma... agora precisava colocar a cabeça no lugar e procurar auxilio medico.
Quando levantou, lembrou-se de um sonho que tivera. E da frase que sempre esta com ela nos momentos de maior dor e angustia. Lembrou-se de seu mentor, dizendo: Confia.
E ela procurou acalmar-se. Agora iria até a doutora, ela sim, poderia dizer quão grave realmente era o seu caso. Resoveu rezar, pedir proteção... e agradeceu por Johnny estar em sua vida....


Patricia Pereira
25/01/2011

Nenhum comentário:

UM PEDIDO EM ORAÇÃO

  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...