Eu não sei se te quero
Pode ser capricho
Não sei se te quero como penso que queria
Pode ser apenas apego, auto afirmação
Não sei se você seria a pessoa que me traria paz, que me
completaria,
Pode ser apenas ilusão, projeção talvez
Quando estou perto dos seus olhos, e você perto dos meus
Quando sinto seu cheiro, seu toque, sua língua na minha, eu não
quero nunca que esse momento acabe
Quando estamos juntos, o mundo para
Tudo se move lentamente, e somente eu e você, estamos em
movimento e em cores... a gente brilha
Quando sua boca encontra a minha, quando sua língua me
invade, quando suas mãos passeiam pelo meu corpo, tocando pontos que só você conhece
Eu peço ao universo que rode mais devagar para que tempo dele
não passe tão depressa
Eu não quero que você saia daí ou daqui
Não quero que você saia do meu abraço
Não quero que você saia do meu corpo, dos meus olhos, da
minha pele...
Mas todo meu apelo é em vão
Logo em seguida, depois de tudo e de tanto que a gente vive
quando está junto, você simplesmente se vai.
Levanta, arruma tudo e parte,
Mas parte de um jeito tão duro, tão ruim, que desejo não lembrar
de um minuto que passamos juntos.
Sua partida é seca, é fria, é imoral
Você não olha pra trás
Você não se despede
Você não manda mensagem perguntando se cheguei ou se estou
bem
Você não avisa que chegou
Você não manda mensagem dizendo que foi bom, que quer mais
Você simplesmente deleta
Você fecha a porta com cadeado de segredo criptografado e não
mais se dirige a mim
Você me mata aos pouco
Você me fere
Mas sei que já me avisou que este é o jogo,
E eu não sei jogar
Eu finjo o tempo todo que as regras são conhecidas e que
tudo bem
Mas é mentira
Eu não sei jogar
Saio do campo toda machucada
Toda roxa das pancadas
E depois, recuperar leva um tempo
Em breve, encerrarei o jogo, não mais entrarei nestas
partidas, porque neste jogo não tem vencedor
Todo mundo perde.
Patricia
Pereira
29/05/19

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