1 de mai. de 2008

Chega!

Chega!
Não quero mais!

Não quero mais a sua presença na minha mente!
Não quero mais a sua imagem nos meus olhos!
Não quero mais o desejo de te encontrar!
Não quero mais esse misto de sensações que você me causa!

Uma mistura de prazer e dor, de esperança e desilusão!
Não quero mais a sua voz no meu ouvido sussurrando.
Não quero mais o seu corpo bailando na minha frente com aquela sensualidade que toca o mais profundo do meu imaginário.
Não quero mais buscar ilusões onde não há nada de concreto.
Não há nada que possa justificar qualquer coisa que eu venha pensar, sentir ou desejar.
Não há nada que justifique essa necessidade de contato, visual, virtual ou imaginário.
Não há nenhum sinal. Tudo o que vem de você é abstrato.
Mas como explicar essa intensidade?

As inspirações são assim mesmo!
Uma escolha inconsciente, uma escolha sem juízo, uma escolha sem escolha...
Então, me desculpe!!!
Não consigo deixar de querer tudo o que disse que não quero.
Vou continuar com você na minha mente, nos meus olhos, nos meus desejos, nas sensações que me causa, na doçura de sua voz, na sensualidade da sua dança, e nas ilusões descabidas.
Vou continuar me inspirando em você, não porque eu queira, não por escolha. Eu não tenho controle sobre isso!
Mas vou me inspirar em você até que esta inspiração se vá como a brisa que passa.
Até que esta intensidade diminua, ou até que minha dor seja tão intensa a ponto de me trazer os pés no chão.
E só os pés no chão limitam a poesia e as ilusões...

Patricia Pereira
01/05/2008   revisitado em Nov/2018

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  Sabe Deus, hoje eu queria me abrir com você. É eu sei, de novo... mas eu sei que o senhor me ouve.  Sabe, nos últimos tempos as coisas tem...